O Método USEPA TO-15 é frequentemente realizado para as amostragens de ar ou investigações de intrusão de vapor (IV), além de ser familiar no ramo ambiental. No entanto, muitos não percebem que os compostos relatados para a “análise padrão TO-15”, varia entre os laboratórios. Os interessados precisam se perguntar: O que realmente significa o Método USEPA TO-15?
Se você já esteve envolvido em uma investigação de IV ou amostragem de ar, provavelmente está familiarizado com o Método TO-15 da EPA. As letras “TO” significam “orgânicos tóxicos “. O primeiro resumo da USEPA sobre este método foi publicado em 1999 relacionado à amostragem e análise de qualquer um dos 97 compostos identificados como compostos orgânicos voláteis (VOC).
Os compostos foram retirados dos poluentes atmosféricos perigosos (HAP) listados no Título III das Emendas da Lei do Ar Limpo de 1990. No entanto, um investigador deve ter cautela ao solicitar uma análise TO-15 de um laboratório, pois os compostos incluídos nesta análise variam consideravelmente entre os laboratórios. Este artigo se concentrará na parte analítica separada do componente de amostragem do Método USEPA TO-15.
Diferenças nas listas das substâncias químicas de interesse (SQI) podem ter consequências drásticas, como visto no seguinte exemplo:
Um consultor estava conduzindo uma investigação de intrusão de vapor em um antigo local industrial, usando seu laboratório preferido. Foram coletadas várias amostras de vapores e ar do solo abaixo do piso. Vários anos depois, um outro consultor, usando um laboratório diferente, assumiu o trabalho de investigação e começou a notar detecções de outro composto químico (acroleína), em amostras de vapores do solo e do ar interno abaixo do piso, com concentrações superiores aos níveis de screening. O estabelecimento não estava em operação durante essas duas investigações, e as condições do local não pareciam mudar. As amostras foram coletadas por ambos os clientes usando Vapor Pin® e recipientes evacuados de aço inoxidável. Ambos os consultores solicitaram análises pelo Método USEPA TO-15 de seus respectivos laboratórios.
Ocorreu uma liberação desconhecida de acroleína durante esse período? Improvável. A acroleína não “apareceu” de repente no ar interior, sempre esteve lá. Mas devido à variação na “lista TO-15” entre os laboratórios, a acroleína não foi relatada pelo primeiro laboratório.
USEPA TO-15
Ao analisar uma amostra através do método USEPA TO-15, os laboratórios não analisam todos os compostos listados no método. Muitas vezes, um laboratório relatará uma “lista padrão” de VOC comuns. Isso é feito para manter os custos baixos para o laboratório e para o cliente. Os suspeitos comuns de IV podem ser algo habitual e estão entre eles o: percloroetileno (PCE), tricloroetileno (TCE), benzeno, clorofórmio, xilenos, etc. Os laboratórios não querem perder tempo e recursos para calibrar um instrumento para um composto que raramente está presente. No entanto, dependendo do histórico específico do local ou da indústria, substâncias químicas de menor relevância ou menos comuns de preocupação, como a acroleína, podem de fato estar presentes.
Esses produtos químicos podem não estar incluídos na “lista padrão TO-15” do laboratório e não serão reportados no relatório analítico, a menos que sejam especificamente solicitados. O consultor deve ser diligente em sua pesquisa sobre o histórico e função do local e na solicitação de serviços laboratoriais.
Alguns laboratórios incluem analíticos adicionais sem custo, mas eles devem ser especificamente solicitados pelo consultor. Outros laboratórios incluirão VOC “não padrão” em suas análises com custo adicional, mas, novamente, eles devem ser especificamente solicitados e podem não ser totalmente suportados pelo QA/QC. Outro ponto importante que vale a pena observar é que um investigador deve garantir que os limites de relatório fornecidos pelo laboratório sejam suficientemente baixos para atingir os níveis de screening. No entanto, essa discussão fica para outro dia.
O método USEPA TO-15 é um método analítico e de amostragem extremamente rigoroso e útil para meios gasosos. No entanto, ao solicitar essa análise, deve-se lembrar que não existe duas listas TO-15 laboratoriais iguais. O ônus é do investigador para saber quais compostos serão incluídos na análise de seu laboratório e entender o uso histórico do local, bem como conhecer o suficiente para saber se outros compostos devem ser adicionados.
Análise de amostras abaixo do piso (subslab)
