Intrusão de Vapor: Vapores de Mercúrio

O termo “subslab” ou “sub-slab” soil gas, se refere ao ar contido nos poros do solo que se concentram abaixo de edificações, independentemente se no ambiente construído há porão(basement) ou não.

Até agora, nossas discussões sobre intrusão de vapor (VI) se concentraram em compostos orgânicos voláteis (VOC), alguns dos compostos orgânicos semivoláteis mais leves (SVOC) e metano (CH4), todos à base de carbono. Para aprender sobre a única substância inorgânica que representa um risco para VI, continue lendo…

Vapores de Mercúrio

Para ser considerada um componente para VI, uma substância tem que ser suficientemente volátil e tóxica para migrar de uma fonte subterrânea para um edifício à uma concentração superior ao nível orientador para ar interior. O mercúrio elementar é tóxico e pode existir no gás do solo e nas águas subterrâneas em concentrações suficientemente altas para causar lesões uma vez que misturado ao ar interior a partir da VI. Você pode observar que na Calculadora de níveis orientadores para Intrusão de Vapor (VISL) da US EPA, é possível obter níveis de triagem para mercúrio elementar no ar interno e nas águas subterrâneas em concentrações de 0,31 µg/m3 e 2,9 µg/L, respectivamente. Assumindo um ambiente residencial em um dos estados como o de Ohio (TR 1E-5, THQ=1.0, à 11°C da água subterrânea). A Calculadora VISL indica que o cloreto de mercúrio e outros sais de mercúrio não são suficientemente voláteis para causar VI, de modo que o primeiro passo para a triagem de mercúrio é determinar se ele está presente em meios subterrâneos na forma elementar. Ou seja, dissolvido em águas subterrâneas ou presente como líquido ou gotículas no solo. Se não, geralmente não há necessidade de testar vapores de mercúrio no gás do solo ou no ar interno. 

A Cox-Colvin, uma empresa de consultoria nos Estados Unidos realizou testes VI para mercúrio em um canteiro de obras proposto onde o asfalto foi colocado sobre escória. A amostragem do solo realizada por uma empresa de consultoria anterior afirmou que o mercúrio estava presente na escória, mas o método analítico não distinguiu entre mercúrio na forma elementar e mercúrio em um composto como parte da matriz sólida. Poderíamos ter respondido à pergunta reamostrando o solo e testando-o para mercúrio elementar. Assim sua ausência teria nos dito que não havia risco para VI. Mas, se o mercúrio elementar tivesse sido detectado, teríamos que acompanhar com a amostragem de gases do solo para vapores de mercúrio, e o período de tempo disponível não permitia 02 eventos de amostragem. Então, pulamos direto para a amostragem de mercúrio no gás do solo.

Os recipientes evacuados utilizados para VOC não são apropriados para vapor de mercúrio. O vapor de mercúrio é testado com métodos sorventes, nos quais o ar ou o gás do solo são extraídos através de um dispositivo adsorvente, conforme discutido no artigo em agosto de 2022.  Imagens do processo de amostragem estão abaixo.

Figura 2: Primeira imagem, o tubo sorvente

A primeira imagem mostra o tubo sorvente, que é o tubo transparente com tampas vermelhas. Para coletar uma amostra, o tubo é conectado a uma bomba, e o ar ou o gás do solo é extraído através do tubo a uma taxa constante até que a quantidade adequada de ar tenha sido amostrada. As amostras sorventes utilizando dispositivos adsorventes possui a vantagem de serem muito pequenos, em relação com as amostras de ar utilizando os recipientes evacuados, mas não se esqueça de que para usar os dispositivos adsorventes, deve-se manter uma taxa de fluxo constante através do tubo para calcular a concentração de vapor em termos de µg/m³. O laboratório informa quantos µg, mas você tem que saber quantos m³. 

Configuração de amostragem

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A segunda imagem mostra a configuração de amostragem. Precisávamos saber a concentração de vapor a uma profundidade de vários metros. Então, perfuramos um buraco no pavimento de concreto e inserimos a tubulação, colocamos uma camada de areia e a cobrimos com cimento de bentonita para interromper a passagem de vapores e evitar a interferência do ar ambiente-externo.  No dia seguinte, coletamos o gás do solo através do tubo sorvente com uma pequena bomba de sucção. Como a bomba é alimentada por bateria e como o volume de amostra de gás do solo para mercúrio é maior do que o recipiente “Summa” de 6L, fizemos ajustes periodicamente para manter uma taxa de fluxo constante à medida que a bateria perdia sua carga.

Fgura 3: Segunda imagem, configuração de amostragem

A mão direita do amostrador de campo está segurando a válvula de ajuste, enquanto a mão esquerda está girando uma chave de fenda. À direita está um rotômetro, que se assemelha a um termômetro “spirit”, exceto que o ar flui para o fundo e sai do topo, e uma pequena esfera (visível na frente do antebraço direito do amostrador) flutuando à uma altura correspondente à taxa de fluxo. Considere completa a amostragem quando o volume predeterminado de ar flui através do tubo sorvente. Enviamos os dispositivos adsorventes para o laboratório, e a análise mostrou que o mercúrio não era detectável no gás do solo. 

O mercúrio já foi amplamente utilizado para termômetros, barômetros e interruptores elétricos, mas também foi usado em baterias do tipo moeda, tintas e outros produtos. Ainda é usado em luzes fluorescentes, de modo que a possível presença de mercúrio na intrusão de vapor não deve ser ignorada. 

No próximo artigo, discutiremos as constantes de Henry. 

Análise de amostras abaixo do piso (subslab)

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